Ciclismo

Ciclismo
Tuso sobre bike

Pesquisar este blog

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Auto Viação São Judas Tadeu - o início

A empresa de ônibus Auto Viação São Judas Tadeu foi beneficiada pelo crescimento industrial do Cabo nos anos 60 e 70 , o que lhe proporcionava uma grande demanda de passageiros entre o Recife e o Cabo e vice - versa .

Começou a operar em 1951 como exclusiva na linha do Cabo para o Centro , porém sua fundação como empresa rodoviária data de 1956
Em 1968 a São Judas tinha menos de 30 ônibus em sua frota , prejudicando a população do Cabo , Pontezinha e Ponte dos Carvalhos que dependiam em sua maioria apenas dessa linha . 

No final do ano a população ganhou melhorias , com a aquisição de 5 ônibus pela empresa e o início da circulação de um ônibus bagageiro. Foi também criado o percurso Ponte dos Carvalhos / Recife. Até esse ano a linha Cabo fazia terminal dentro da estação rodoviária , passando depois a parar numa esquina do Cais de Santa Rita .
Neste ano ainda a empresa recebeu seu primeiro Magirus , encarroçado na Caio Norte . 
Em 1971 a São Judas Tadeu adquiriu na Imperial Diesel mais ônibus Mercedes Benz , totalizando uma frota de 37 veículos , sendo 34 monoblocos da Mercedes. 
Em 1972 José Faustino dos Santos comandava duas empresas : São Judas Tadeu e Expresso Vera Cruz , esta última na linha de Cajueiro Seco .
Em 1979 a empresa já possuía 62 ônibus em sua frota , neste ano a São Judas se mudou para sua nova sede , com toda uma estrutura necessária ao crescimento da empresa . 
Em 1980 o empresário José Faustino dos Santos  reclamava da concorrência dos trens , que ganharam novas composições e horários a um preço menor , diminuindo a oferta de passageiros na linha do Cabo .
Em 1981 a empresa passou a operar também  a linha Cabo / Prazeres . 
Em 1983 a Útil , empresa que operava linhas no Ibura , foi emcampada pela São Judas , que reforçou a frota das linhas com ônibus deslocados das linhas do Cabo , a s linhas UR 5 ( Lagoa Encantada ) , UR 11 , Dois Rios e Zumbi do Pacheco passaram a ser atendidas pela empresa do Cabo. A São Judas Tadeu operou na área do Ibura até o final de 1986 .
José Faustino dos Santos , o seu Zeca , faleceu em 1989 , mas a empresa continuou por um bom tempo nas mãos dos seus herdeiros . 


Pesquisa : acervo digital Diário de Pernambuco

segunda-feira, 20 de julho de 2020

"Precisamos achatar a curva de uso do transporte público" , entrevista com Marcelo Bandeira de Mello

Texto original , publicado em : https://www.mobilize.org.br/noticias/12196/precisamos-achatar-a-curva-de-uso-do-transporte-publico.html


Marcelo Bandeira de Mello atua no segmento de transportes urbanos há mais de dez anos. É diretor executivo de duas empresas de transporte coletivo que operam na Região Metropolitana do Recife (PMR), ligadas ao Grande Recife Consórcio de Transporte, e integra o conselho de inovação da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). Nesta entrevista, concedida por meio do whatsapp, o empresário comenta as dificuldades enfrentadas pelo setor de transporte em ônibus e aponta a perspectiva de atuar em conjunto com governos e empresas para evitar os picos de demanda e "achatar a curva" de uso dos transportes, da mesma forma como foi feito na saúde pública  em meio à crise da Covid-19.

 

Além do setor de saúde, o transporte urbano é um dos segmentos que mais sofreu os efeitos da pandemia. Normas internacionais sugerem ocupação de apenas 35% a 40% no interior de trens, metrôs, barcas e ônibus para evitar os contágios, o que parece quase impossível. Por isso, o senhor está propondo uma nova modelagem que busca "achatar a curva de demanda" do transporte. Poderia explicar a proposta?

Com base nas novas especificações de serviço que estão sendo propostas, a ideia é calcular qual a capacidade máxima de transporte e fazer um balanceamento, digamos, das cargas, ou da demanda, de maneira a não saturar o sistema. De maneira análoga, é como tem sido feito no sistema de saúde: considera-se que há aí uma capacidade instalada, e a restrição à circulação de pessoas se faz necessária para não saturar o sistema todo; com isso, permite-se o atendimento das pessoas contaminadas, mas dentro do limite que o sistema de saúde pode prover.


Então, entendemos que essa não é uma decisão isolada por parte das empresas de transportes, e muito menos dos órgãos de estudos. É necessário haver um engajamento de toda a sociedade, pois é um problema coletivo. E a ideia é justamente reunir toda as entidades de classe, todas as pessoas que planejam e executam o transporte, para atuarmos pontualmente nos setores que estejam impactando de modo mais contundente a lotação dos coletivos em determinado momento, e manejar esses horários - muitas vezes trinta minutos ou uma hora, antes ou depois dos horários de pico.


Com isso, poderemos deixar a distribuição da demanda mais homogênea e reduzir a pressão por aumento de frota. Aumento de frota que impactaria os custos, que certamente não estariam cobertos pelas respectivas receitas, uma vez que os cálculos tarifários e remuneratórios previam uma ocupação diferente da que está sendo exequível nos dias atuais, com a pandemia.


Antes mesmo da pandemia, o setor de transportes ja vivia uma crise e perdia passageiros, em parte pelo valor elevado das tarifas, se comparadas à renda média dos brasileiros. Sabemos também que o transporte no Brasil é pouco subsidiado, o que faz com que pese mais para o brasileiro do que, por exemplo, para um suíço. Subsídio é realmente necessário para que o direito social ao transporte seja efetivado na prática?

Sem dúvida. Atualmente no Brasil, com raras exceções, a tarifa é custeada exclusivamente pelo usuário, o que faz com que o orçamento das famílias seja onerado demais, ao passo que não permite uma melhora real na qualidade do serviço. Em Recife, notadamente, temos uma das menores tarifas do Brasil; falando em capitais, somos a segunda menor tarifa. E com uma particularidade: o sistema aqui é metropolitano.

Todos os 13 municípios que compõem a RMR possuem terminais de integração e possibilitam o deslocamento entre essas localidades pagando uma só passagem. Então, unimos aqui uma tarifa extremamente baixa, com a possibilidade de integração; e todo esse custo é arcado basicamente pelo usuário. Isso naturalmente compromete a qualidade do serviço.

E para que essa equação possa fechar, seria preciso, ou aumentar a ocupação dos veículos - o que nesse momento de pandemia é algo improvável de acontecer, e mesmo não recomendável -, ou haver uma contrapartida do poder público, para que se possa manter essa tarifa em nível aceitável, compatível com a renda da população, e permitindo também uma melhoria na qualidade do serviço.

 

Ônibus em operaçãono BRT do Recife: "achatar a curva de demanda" Foto Grande Recife Cons. de Transporte

 

Aplicativos de empresas de várias partes do mundo, do Brasil inclusive, estão começando a oferecer o chamado transporte coletivo sob demanda. Eles circulam em trajetórias estabelecidas pelo usuário, param em pontos virtuais, e seguem com bom número de passageiros, atendendo a quem deseja chegar mais rápido à rede de transportes de massa. Na sua opinião, seria essa uma boa tendência futura, principalmente se funcionando como linhas alimentadoras do transporte troncal de metrôs e BRTs?

Temos acompanhado de perto a evolução desse serviço de transporte coletivo sob demanda, e entendemos que, sim, faz sentido como transporte complementar, principalmente para linhas onde não há demanda tão expressiva que viabilize uma frequência pré-determinada de saída de frota.

Existem, no entanto, alguns desafios aí que devem ser observados: sobretudo nas regiões mais pobres, onde a conectividade à internet ainda é uma barreira, por exemplo. Quando falamos de um transporte essencial, um serviço social, essa ideia de imputar ao passageiro a obrigatoriedade de ele ter que se registrar, ou fazer uma compra antecipada, ou até mesmo ficar sujeito a ter ou não o transporte dependendo da demanda de outros, bem... isso é uma questão que precisa ser avaliada com muita atenção, sob pena de deixarmos uma parcela da população sem atendimento.

Mas, sim, acredito que, nas linhas alimentadoras, em algumas situações volto a dizer, é possível essa convivência do transporte regular, de itinerários fixos e horários pré-programados, com os serviços sob demanda, definidos pelo interesse de seus usuários e que requerem, para a realização da viagem, um mínimo de passageiros naquele momento.

 *Edição: Regina Rocha


Conheça a nota técnica proposta para a gestão da demanda no transporte público

sábado, 11 de julho de 2020

Lançamento do O - 370 no Recife

Em julho de 1984 , no Centro de Convenções de Pernambuco , um evento que marcou o setor de ônibus no estado . 

A Mercedes - Benz apresentou o monobloco rodoviário O - 370 , produzido em duas versões : o RS com 12 metros de comprimento e  o RSD , com 13,20 metros . A confraternização em torno do lançamento do ônibus contou com a presença de várias autoridades do setor , entre eles , representantes das concessionárias Mercedes - Benz dos mais diversos estados do Norte -  Nordeste . 


Modelo do rodoviário  O - 370  da Empresa Bonfim 



Foto do evento ( recorte Diário de Pernambuco ) , na imagem pode - se observar as linhas desenhadas na lateral representando as estradas brasileiras

O primeiro monobloco fabricado no Brasil foi produzido em 1958 , nas versões urbano e rodoviário , pela própria Mercedes - Benz . O modelo foi sendo aperfeiçoado ao longo do tempo , até chegar ao O - 370 . Entre as empresas que adquiriram o modelo em Pernambuco temos a Sevagtur , referência no turismo em nosso estado naquela época . 

IMÓVEIS - La Vie , Moura Dubeux no bairro da Várzea

Bairro da Várzea ganha mais um Moura Dubeux

Imóveis Depois do Reserva Polidoro , a Moura Dubeux inicia a construção de mais um novo edifício na zona oeste do Recife . O La Vie é o mais...