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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Engenho do Meio - histórias do bairro

Em 1840 as terras do Engenho do Meio, situadas na Várzea pertenciam a Thomaz de Carvalho Paes de Andrade. O Engenho do Meio ficava entre o Engenho Santo Antônio e o São João. 

O Forte Arraial do Bom Jesus foi construído em terras do Engenho do Meio, pertencente a Várzea. 

O local onde hoje está situada a Cidade Universitária era o início das terras do engenho, em 1907 a rua que ligava o oitão da Matriz da Várzea ao Engenho do Meio recebeu a denominação de Avenida Inácio Barros Barreto, em homenagem ao proprietário do engenho. 

O Engenho do Meio passou a pertencer a Ignacio de Barros Barreto, que montou uma usina de açúcar no local , o Sr. Ignacio faleceu em 1931, em 1933 pertencia a João Carneiro da Cunha.

Chamava - se Sítio Bebedouro o local onde foi colocada a pedra fundamental das novas instalações do  Asilo e Colônia Penal Feminina Bom Pastor , no ano de 1943 . O Abrigo Bom Pastor já existia no Benfica desde 1924 .

Em 1948 foi constituída pelo Presidente da República a Fundação Casa Popular, com o intuito de construir moradias para os mais necessitados, as primeiras entregas em Pernambuco foram em Olinda e no Engenho do Meio, no Recife. Neste ano foi decidido a construção da Cidade Universitária no Engenho do Meio, desbancando outras possibilidades: Ibura, Joana Bezerra e Madalena/Torre. 

Em 1949 a Empresa São Sebastião atendia a vila do Engenho do Meio com 3 ônibus, o itinerário pertencia a Autoviária, mas o prefeito concedeu alguns trechos a outras empresas menores. 

Em 1950 foi instalada a luz elétrica na vila , começou a ser construída a Cidade Universitária. A Auto Viação Boa Vista operava a linha do bairro. 

Em 1951 foi inaugurada a nova estrada asfaltada ligando a Avenida Caxangá a Vila Agamenom Magalhães no Engenho do Meio , passando pelo Abrigo Bom Pastor .  

Vila Popular do Engenho do Meio

Em 1952 foram entregues as primeiras casas.

Em 1953 , mesmo com a posteação instalada ainda não havia luz elétrica na povoação. Duas empresas de ônibus atendiam a localidade : a Conceição e a Imaculada, ambas do mesmo dono, além dessas havia outra denominada Auto Viação Pereira, de apenas um veículo, dirigido pelo seu próprio dono e em condições precárias de circulação. De tanto a população reclamar foi aberta livre concorrência e mais duas empresas passaram a atender o subúrbio : Irmãos Arruda e Pereira Lima. Ainda aparece uma tal de Auto Viação Espiuca fazendo a linha do bairro. 

Em 1954 a Cidade Universitária ainda estava em construção. 

Em 1958 a linha Engenho do Meio era feita pela Empresa Rosa Maria.  

Em 1962 foi construída a grande praça do bairro. 

Em 1963 a CTU já operava no bairro.  

Em 1964 começou a funcionar Cidade Universitária, nos limites do bairro do Engenho do Meio.

A Empresa Nossa Senhora de Fátima era a responsável pelo transporte no bairro. 

O Elétrico do Engenho do Meio começou a operar em 1965 com 10 ônibus.

Em 1967 começou as obras do abrigo feminino. 

Em 1968 começou a ser construído o conjunto Engenho do Meio , na Rua Washigton Luiz. 
Em 1977 as Ruas Antônio Curado e Lindolfo Color foram pavimentadas. Outras obras foram feitas no bairro neste ano: alargamento e retificação da calha do Canal do Cavouco, alargamento da Avenida Abdias de Carvalho indo da Estrada dos Remédios até a Ceasa. 
Em 1978 foi construída a ponte ligando a Rua Manoel Estevão da Costa com a Rua Bom Pastor, permitindo o fácil acesso a Avenida Caxangá. Neste ano o tráfego do elétrico do Engenho do Meio foi suspenso por conta da derrubada da Ponte do Derby para construção de outra maior, com isso o trânsito foi desviado para as pontes da Capunga e da Torre, itinerário que não tinha rede aérea para os elétricos, a CTU teve que instalar uma nova rede ligando a Avenida Caxangá a Ponte da Torre. A  Avenida Professor Artur de Sá, ainda pertencente ao bairro Engenho do Meio foi pavimentada.
Em 1979 começou a construção da grande praça do Engenho do Meio, no lugar de uma antiga, conhecida como Praça da Vergonha pelo estado deplorável do lugar. 
Em 1986 as terras ocupadas pela Universidade Federal de Pernambuco, pertencentes ao Grupo Brennand, foram finalmente legalizadas. 
Com as chuvas começaram a surgir favelas no bairro, como a Asa Branca em 1987.
Em 1989 a Favela Roda de Fogo ganhou o status de comunidade, ao receber o título de posse da terra.
 
Pesquisa: jornais digitais do Recife


sábado, 19 de agosto de 2023

Mobilidade nos bairros: Dois Unidos

Em 1961 a Empresa Real e a Empresa Andrade faziam atendimento ao bairro.

A Empresa Brasil era quem servia ao bairro em 1963.

Em 1966 a linha Dois Unidos começou a fazer baldeação em Beberibe, da seguinte forma: de 4 ás 9 da manhã os ônibus iam direto ao Centro do Recife; das 9 às 16:30 um ônibus fazia baldeação na praça da Convenção, após esse horário até as 21:30 um ônibus fazia a baldeação inversa, de Beberibe até Dois Unidos. Neste ano foi disponibilizado um ônibus bagageiro para transportar lavadeiras que se deslocavam para o bairro do Passarinho e também os feirantes. Depois a linha passou a ter três itinerários: via Aurora, Via Pombal e Via Cabugá, a Empresa São Paulo já era a permissionária da linha. 

Em 1970 a linha 109 Dois Unidos tinha o seguinte itinerário : 

Avenida Guararapes, Ponte Duarte Coelho, Rua da Aurora, Rua João Lira, Rua do Hospício, Parque 13 de Maio, Avenida Cruz Cabugá, Avenida Norte, Avenida João de Barros, Praça da Encruzilhada, Avenida Beberibe, Praça da Convenção, Rua Uriel de Holanda, Rua Hidelbrando de Vasconcelos ( Estrada de Cumbé ). Volta - Estrada do Cumbé, Rua Uriel de Holanda, Praça da Encruzilhada, Rua Dr José Maria, Avenida Norte, Ponte do Limoeiro, Cais do Apolo, Rua do Observatório, Praça Artur Oscar, Rua do Bom Jesus, Marquês de Olinda, Ponte Maurício de Nassau, Rua 1. de Março, Praça da Independência, Avenida Guararapes. 

Em 1972 alguns ônibus de Dois Unidos passaram a fazer itinerário pela Estrada do Passarinho. A Estrada de Dois Unidos foi pavimentada em concreto e iluminada na sua total extensão de 3 km, permitindo também inclui-la no itinerário dos ônibus.   

Em 1990 a linha Alto do Capitão foi criada, com 3 ônibus e 27 viagens. 


Ônibus da linha Dois Unidos

Dias atuais

O bairro de  Dois Unidos é servido por 6 linhas da Empresa Caxangá, substituta da extinta São Paulo:

717 - José Amarino dos Reis
741 - Dois Unidos
742 - Linha do Tiro ( atendimento José Amarino )
746 - Alto do Capitão
760 - Dois Unidos/Derby 
800 - Dois Unidos/Afogados

Além da bacurau 744 - Dois Unidos e das complementares 108 - Dois Unidos/Torre , 114- Alto do Rosário/Esperança/Dois Unidos e 118 - Alto do Maracanã/Alto do Brasil

Pesquisa : Diário da Manhã, Diário de Pernambuco. 

domingo, 6 de agosto de 2023

Carrocerias de ônibus extintas : Mafersa

 O modelo urbano desenvolvido foi massivamente testado em laboratório, antes de ser produzido em linha . 

A Mafersa foi fundada nos anos 50 com o objetivo de atender a produção de composições para a rede ferroviária e metroviária, com três unidades fabris : São Paulo, Contagem e Caçapava. Iniciou a diversificação da sua produção em 1985 quando começou a produzir trólebus para a CMTC de São Paulo.

O ônibus urbano da Mafersa foi o primeiro do Brasil projetado por computador. Sensores foram utilizados em ônibus comuns para apanhar dados do tráfego dos ônibus em circulação em algumas capitais, em 1987 um ônibus modelo urbano carregando sacos de areia e sensores rodou 1000 km pelas ruas de São Paulo, protótipo foi testado em seguida, e rodou o mesmo percurso. 

Sua produção efetiva começou em 1988, batizado de Padron M-210 turbo, o primeiro monobloco Padron com projeto totalmente nacional.  Manaus foi a primeira cidade a receber o novo ônibus, inteiramente projetado no Brasil; as outras capitais que adquiriram o veículo no início de sua produção foram: Curitiba, Vitória, e Brasília. 

O urbano da Mafersa

Em 1992 a Mafersa já privatizada, apresentou seu novo modelo, o M-240, tendo também uma inovação totalmente brasileira, já equipado com câmbio automático como equipamento de linha. 

A Mafersa foi extinta ainda nos anos 2000, quando foi vendida para a Alston, também fabricante de vagões. 

Pesquisa: Revista OTM ( acervo ), jornais catalogados na Biblioteca Nacional

IMÓVEIS - La Vie , Moura Dubeux no bairro da Várzea

Bairro da Várzea ganha mais um Moura Dubeux

Imóveis Depois do Reserva Polidoro , a Moura Dubeux inicia a construção de mais um novo edifício na zona oeste do Recife . O La Vie é o mais...